quinta-feira, 3 de março de 2011


Imagine nós dois, eu e você, daqui a alguns anos, morando juntos. Não precisaríamos ser namorados, nem casados, nem nada disso. Apenas amigos. E nós seriamos felizes, eu e você. Fotos de nós dois estariam espalhadas pela casa. Fotos suas no meu quarto, fotos minhas no seu quarto. Mas nós dormiríamos juntos. Pelo simples fato de eu te querer por perto, e você me querer também. Pelo simples fato do seu quarto estar bagunçado de mais e a minha cama ser perfeita para nós dois. Eu teria medo do escuro, sem você. E eu andaria apenas com roupas íntimas, e você fingiria não se importar. E eu fingiria acreditar. Eu fugiria de você, correndo pela casa, rindo, com o controle da televisão, só pra você não mudar o canal. E você me pegaria, e ficaríamos abraçados até o silêncio nos constranger. Nossos sábados a noite seriam nostálgicos, olharíamos todos tipos de filme, atiraríamos pipocas um no outro e pediríamos uma pizza. Nostálgicos e perfeitos, porque depois dormiríamos abraçados, no sofá da sala, ao som da melodia dos créditos de um filme de romance em que eu choraria do começo ao fim, e você riria de mim e comigo. Iríamos ao supermercado uma vez por mês, comprar as mais diversas porcarias. E não nos faltaria nada. Você não se importaria com as minhas roupas espalhadas pela casa e pelo seu quarto. Eu não me importaria com a sua bagunça diária, nem com a sua toalha de banho atirada pelos cantos. Nos domingos à tarde, ficaríamos na sacada do nosso apartamentinho no 3º andar, tomando coca e cantando músicas velhas. Olharíamos as pessoas lá em baixo, casais apaixonados, e ficaríamos em silêncio, perdidos nos nossos próprios pensamentos. Suas amigas viriam te visitar, e eu choraria em silêncio, no escuro do meu quarto. Até elas irem embora e você ir dormir comigo, e perguntar se chorei. Eu negaria. Você acreditaria. Me acordaria no meio da noite, para contar um sonho que teve. E nós riríamos juntos. Me acordaria com café na cama, ou com uma rosa roubada do jardim da casa vizinha. Eu deixaria um recado sutil de amor na porta da geladeira antes de sair na segunda de manhã para visitar meus pais. Poderíamos até ter um cachorro. Poderíamos juntos, levar ele para passear. E você decidiria pintar a casa, e ela ficaria vazia, apenas com nós dois e nosso cachorro. Deitaríamos no chão, e eu perguntaria em que você estaria pensando. Você mentiria e me perguntava o mesmo. Eu mentiria. Eu iria para a universidade todo dia de manhã, enquanto você ia para seu trabalho de meio turno em uma empresa de sucesso. Você me amaria, em silêncio. Eu também te amaria, em silêncio. Em alguns anos, eu estaria me formando , e você estaria no topo da carreira. E você me levaria pra jantar e me pediria em casamento. Eu aceitaria. E seria uma linda história de amor.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011



Deus, por favor, guarda ele pra mim? Se for para o meu bem, se for da tua vontade, conspira a favor da gente. Faz nossos caminhos se cruzarem, nossas mãos se entrelaçarem, nossas conversas se encaixarem, porque desde do dia que o reencontrei eu senti e decidi que ele seria meu menino, eu senti algo diferente, algo que não pode ser desperdiçado.

domingo, 2 de janeiro de 2011

segunda-feira, 18 de outubro de 2010



Acho que nunca escrevi nada sobre você. Não porque você não merecia, mais sim por não saber formar as palavras em uma frase que realmente valesse à pena. Não tivemos tanto tempo juntos onde eu poderia citar vários passeios, várias brigas, vários tudo, porém os que tivemos eu lembro com muita clareza e são momentos que hoje me fazem ver como você é especial.
Eu poderia ter escrito de quando a gente se olhava no colégio e como aquilo me deixava nervosa. Ou de quando eu ia ver você jogar basquete e como esses dias era os meus melhores finais de tarde. Também poderia ter escrito sobre nosso primeiro beijo, que você estava todo suado e mesmo assim eu queria que aquele momento tivesse durado por muito mais tempo. E de quando você foi em casa pela primeira vez e eu não sabia o que fazer e comecei a te mostrar fotos e mais fotos, parecendo uma criança e você me olhava adorando tudo aquilo. Ou até mesmo do nosso fim, de como foi triste pra você e para mim, de como eu poderia ter feito tudo diferente e evitado conflitos. E talvez de quando nos reencontramos depois de dois anos, como aquele momento mexeu comigo. E principalmente de quando eu te pedi algo que não devemos pedir para alguém que amou a gente “me ama de novo?” e você não sabia o que falar.
Mais eu não escrevi. E hoje me deu uma vontade imensa de falar que eu sinto sua falta, e que você não reapareceu na minha vida novamente por acaso. E por mais que você fale que eu tenha que desistir, algo que aprendi foi que diante do amor verdadeiro, não se desiste. Mesmo que essa pessoa implore que desista. E a verdade é que eu sempre gostei da sua companhia mesmo nunca tendo demonstrado isso. Por isso, por te ter tão perto e ao mesmo tempo tão longe é que te escrevo. Pela vontade de recomeçar uma historia com o antes e depois com você em minha vida, fazendo com que o depois fosse à parte mais feliz. É por isso que escrevo sobre você, por você ser importante até hoje, por eu me preocupar e querer o seu bem.



"O amor não tem pressa, ele sabe esperar em silêncio”